quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como Realmente a Vida se Manifesta?

O meu amigo aí embaixo já nos deixou, como sempre digo, passou pela transição porque não acredito que a morte seja o final do ser, seja ele em que forma existir aqui na terra ou, pelo que conhecemos como sendo terra.
Eu e minha esposa somos apaixonados por gatos, porque além de tudo, dizem que eles trazem um pouquinho de outra dimensão e, filtram energia negativa transformando-a em positiva, por isso que as bruxas, dizem, tinham gatos.
Além de fazer uma homenagem a esse cara peludo, gostaria de contar-lhes a história dele:
Sempre tivemos gatos, oriundos de uma única cria de uma fêmea que adotei mas, o VISITA, sim esse é o nome do cara aí, era um gato de rua, que cresceu sozinho e se virou até um certo tempo.
Derrepente, o Visita, começou a pular o muro de minha casa e fazer suas refeições junto aos meus outros gatos, foi aí que originou o seu nome, porque ele vinha nas refições e, depois sumia.
Mas, nós não queríamos que ele ficasse com os demais gatos, porque vira e mexia dava briga, desta feita, estávamos sempre tocando o Visita para que ele fosse embora, além do que, por ele ser um gato de rua, vivia cheio de feridas e sarna pelo corpo todo.
Um dia, em minha busca, resolvi fazer uma viagem para a Espanha para percorrer o Caminho de Santiago de Compostela e, já na Espanha, quando ligo para minha esposa, por telefone ela me disse que ao acordar pela manhã o Visita estava todo sarnento dormindo nos pés da cama dela.
Achei surpreendente, ele havia nos adotado. Minha esposa passou a cuidar dele e, logo, o gato sarnento estava tão belo que ficou irreconhecível.
Conto a vocês a história desse gato, que quando veio até nós já tinha uma certa idade, para ilustrar a pergunta desse tópico:COMO REALMENTE A VIDA SE MANIFESTA?.
Tenho certeza, de que o destino do Visita já estava programado junto ao nosso destino, o momento exato dele nos procurar, o modo como insistiu em ter abrigo e, claro, a ousadia de ir dormir na minha cama.
Nos anos que ficou conosco, via-se claramente sua gratidão e alegria e, se assim é a vida, não sendo a nossa diferente com certeza, porque não vivemos somente o presente e, sempre que ocorrer qualquer divergência damos a volta por cima, estamos vivos, portanto esse é o sinal para continuarmos.
É verdade, estamos todos ligados e, talvez, Francesca Woodman, devesse ter descoberto exatamente isso e se intristeceu quando percebeu que a maioria das pessoas não poderiam entender que tudo, absolutamente tudo está programado no momento do nosso nascimento ou, do nosso ressurgimento.
Sabe aquela sensação do JÁ FIZ ISSO, onde está presa essa lembrança, onde estão presos os nosso gostos por música, carros, casas, antiguidades etc...., certamente em outra dimensão mas, que já vivemos.
Talvez essa lembrança singela, de algo que já nos tenha acontecido no passado, seja a chave do tempo e, meu amigão Visita, quando me olhava, certamente sabia disso.